Longa história para
recordar e contar. Tempo de parar e dar graças ao Senhor. Momento de
reflexão face ao futuro que nos espera e do que espera do Carmelo de
Coimbra a Igreja e o mundo todo.
Recordar, em primeiro
lugar, e cantar, as «maravilhas que o Senhor fez por nós»: não só
porque procedemos «de tão boa cepa», mas também porque já deu tão
bons frutos. E agora não basta cruzar os braços pois continua a soar
aos ouvidos a palavra pertinente de Teresa: «procurem ir começando
sempre, de bem em melhor» (Fund. 29,32).
Eis-nos a fazer a
paragem para relembrar a tradição, lenda talvez, do aparecimento
deste mosteiro, e expressar a nossa gratidão a todos os que de algum
modo por aqui passaram, desde os que colocaram as pedras deste belo
edifício, àqueles e àquelas que lhe deram vida.
É tempo de dar graças a
Deus pelo que este Carmelo foi ao longo destes anos - já conta mais
de um quarto de milénio - nesta bela cidade de Coimbra, cidade de
saber e de amores... Proclamamos as obras que o Senhor fez ao olhar
para Maria, Nossa Senhora, e querendo nós cantar também o nosso
próprio Magnificat pois sabemos que Ele olha com amor as nossas
humildes façanhas e fá-las entrar nos capítulos da história do Seu
Povo.
Que dizer da história
que há-de ser escrita amanhã? A nós compete começar a escrevê-la já
hoje. A herança que recebemos é demasiado valiosa para a deixarmos
perder. E os homens de hoje têm sede de experiência de Deus e de
quem lha testemunhe também. As novas vocações serão, amanhã, as
transmissoras dos valores e dos ideais do passado e do presente.